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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Easy


Photo daqui.

Tão mais fácil acordar e encarar os problemas com um dia de sol. So much easier, really! Hoje não estou num bom dia, sinto a pressão das palavras que às vezes são ditas e que num repente se transformam em pontadas no nosso interior. Às vezes excedemo-nos a nós mesmos na forma de encarar as coisas; às vezes precipitamos as vontades e dizemos coisas sem pensar. Às vezes e tantas vezes eu deixo este meu egoísmo vir ao de cima, querendo que as coisas aconteçam exactamente da maneira como eu quero que aconteçam. E depois vem uma onda mais forte, que me aniquila por breves instantes e que num turbilhão de intensidade me faz ver que afinal existem os outros. Que existes tu. Aí desse lado, com a tua forma incansável de me amar.   

Procuro na espuma das ondas o consolo e a ternura que desperdicei quando esta noite estava contigo, tento gritar ao mar mas de uma forma que tu ouças que sinto a falta das tuas palavras quentes. O mar parece que diz que sim, que sim, que tu estás a ouvir.....mas eu só vou acreditar contigo ao meu lado. 

Hoje está sol; eu já respirei a maresia e num abraço ao azul do céu sorrio e sinto que sim.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

In the mood


Sim, às vezes precisamos de criar momentos de pura sedução para podermos continuar seduzidos por nós próprios e pela própria vida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Solta-se o beijo




Por instantes deixou-se vaguear naquele beijo prolongado, que fluía no sentido das águas de um rio que corria ali bem pertinho dos dois, deixando-se levitar numa doce e incontida paixão. Estava longe e distante de casa, envolvida por um espaço que desconhecia, perdida num misto de fulgor e delírio, parecendo entrar numa vida que não era a sua.

Deixou que uma parte de si se escapasse à realidade certinha de um quotidiano que dá horas, para se perder num dilúvio que não tem dia nem noite, nem norte nem sul, nem tão-pouco um ponto de partida.

E então deu conta que tinha um outro eu, um eu incontido e solto que fez questão de se deixar abraçar por uma cidade em tudo anónima, dando voz a um coração pulsante e ávido de emoção como o próprio ritmo de um dia a espreitar.

A verdade é que ela gostava – [tanto] – de se sentir e redescobrir em cidades que não a sua – soltando o seu eu apaixonado e tonto, anseando por verdadeiras histórias de amor – daquelas de cortar a respiração.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fragmentos de Verão


Sinto o vento e o calor, este calor que me veste a pele e me arrasta.
Avanço com os dias e com o tempo que tenho, este que é meu e que está para vir. Estou levemente cansada, olho o céu e o mar que de tão azuis chamam por mim e gasto a minha alma em pensamentos longínquos.
Estou cá mas já não estou por cá. Falo e converso e solto palavras mas tudo o que digo parece não ter um nexo nem se encadear.
Penso em ti. Penso em ti e em mim e penso em nós. Largo risadas de amor, solto abraços e beijos que de tão ternurentos avivam as cores e as flores do verão, visualiso esses dias tão nossos.
Faço planos, vem aí um novo ciclo. Reinvento-me.
A cada ida há um regresso, um novo começo, uma nova direcção. É por aí que eu vou. É por aí que agora caminho, esse tempo que aí vem.
Mas antes disso urge uma paragem, uma reflexão, momentos que interiorizo em paisagens calmas e sedutoras. Um tempo meu, um tempo meu e teu, um tempo nosso. Uma partida e um regresso. Fragmentos de mim e de nós, que se nos escapam sem pudor, fragmentos que largamos em jeito de escape e de fugida desta nossa densa rotina.
Agora é o tempo. Deste descanso, deste nosso aproximar, de sentir e vestir a pele com o calor e o tempo que se faz de verão.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

As Pontes de Madison County

E quando somos obrigados a fazer escolhas?
E quando todas as nossas convicções de uma vida são abaladas assim num repente e deparamos com uma possibilidade de felicidade maior?
E quando estamos rotineiramente no nosso canto e algo de emocionante nos bate à porta?

Isto do par ideal existe?
Isto de um só amor para todo o sempre existe?
Conseguimos ser fiéis à mesma pessoa uma vida inteira? Conseguimos não sair da linha?

Difícil, difícil, difícil responder.
Eu não gosto de dizer para sempre.
E não me interpretem mal, pois eu sou casada há já alguns anos e por enquanto muito feliz. De corpo e de alma com a mesma pessoa.

Mas gosto de pensar e questionar estas coisas.
Porque estou viva e elas passam por mim.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pequenas, as palavras


Pequenas palavras, as minhas
Que te digo aqui, baixinho.
São pequenas e são minhas,
tão simples,
vestidas de mim.
Minhas, para ti, num eco deste meu amor sentido
por ti,
Soltam-se em forma de onda, gigante,
que se faz ao mar
imenso, e em salpicos de azul
salgado.
Pequenas
as palavras:
Amo-te, tanto, e sempre.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Aroma a dia bonito



Manhã tão bonita esta, não sentem o aroma?
Apetece ir ao mercado, comprar frutas e flores frescas e povoar o dia com o nosso melhor sorriso.
Bom dia!


(e a verdade é que o estado do tempo nos influencia mesmo)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os meus caminhos - II


Há sempre um caminho que eu conheço
Mesmo nos dias em que me sinto perdida

Não é um caminho só meu,
Mas faz-me sempre sentir só uma,
Nele sinto que me sinto,
encontro em mim o que há de mim

E quando tudo à volta esvoaça,
numa névoa sem sentido
É hora de voltar a esse caminho,
Esse caminho conhecido.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O som do mar

Escuta!
Escuta comigo o som do mar e do vento que ondula com as marés,
e que parece que sussurra quando se enrola com a areia…
Isso, escuta assim, como que a pensar em mim.
No silêncio do teu corpo
ouço o murmurar da maresia
E ao imaginar-te aqui, juntinho comigo
Até o breve emaranhar das ondas
me soa a doce poesia.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

É o Tempo


Será que te pertenço?
Não, … não te pertenço nem a ti, nem a mim, mas ao Tempo….
A este tempo que nos arrasta, nos transforma, nos faz envelhecer.
E se hoje estou aqui, agora, numa busca de palavras que se formem e que ganhem um sentido, pois onde estarei amanhã, e depois, e depois?

É o Tempo.
Apodera-se de nós, sorrateiro e fugidio, vem com a noite vai com o dia, vai com a noite vem com o dia….

Não, eu não te pertenço a ti, nem a mim, nem a ninguém, mas custa-me pertencer ao Tempo.

É que eu ainda queria….ter muito tempo.
Mas se por acaso um dia, eu não tiver esse tempo que gostaria,
então vá, digo-te agora,
Sou muito feliz quando sou tua.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Cúmplices


Um abraço, um beijo, uma troca de carinhos.
Palavras e murmúrios em segredo.
Uma história começada, um enredo que desliza, um sonho em perseguição.
Momentos de partilha, perfumes e cheiros desvendados, olhares e corpos trespassados, a volúpia de uma dança que juntos dançamos.
Já assim foi ontem, ainda assim é hoje, ansiamos pelo amanhã.
E em cada dia que colorimos piscamos os olhos à vida, num flirt flagrante de encantamento.
Cúmplices, eu e tu, neste trapézio que é a vida.

Um novo começo,

Photo by Pi

…..uma nova semana.
Um acordar de mansinho.
Espreguiço-me, saúdo o dia e sorrio.
Respiro o ar fresquinho da manhã e guardo em mim o cheirinho do café.
A minha vida a seguir o seu ritmo, e eu não a quero deixar fugir.
“Bom dia, Vida”, sou feliz a abraçar-te todos os dias!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Confidências



Às vezes dou por mim sozinha a falar com o mar,
e a dizer-lhe em voz alta tanta coisa,
Palavras exaltadas que se perdem
No agitar da ondulação
E falo ao vento e ao tempo e também à minha imaginação
E então o mar responde-me, num sussurrar de onda contente
Assim como que se falasse só para mim,
Que toda a magia da vida
Se alcança estando perto do mar, assim.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tão próximos

Há sempre um pensamento que nos desvia.
Que nos faz olhar para além daquilo que dizemos e que estamos a viver.
Falamos numa direcção mas as palavras soltam-se ao vento e ao tempo e cruzámo-nos com palavras outras que à toa erram pelo ar.
E estamos próximos, eu e tu, aqui tão próximos e tão juntos, mas falamos e dizemos e dizemos e falamos, e os sons dissolvem-se e esfumam-se e as palavras que dizemos ecoam mas teimam em não querer falar.
Eu e tu tão próximos, e o que dizemos concretamente de nada vale ao que ouvimos, pois que nos protegemos na nossa essência, essa que nos faz sonhar.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Perder-me

Perdi-me no tempo, nas horas, nos dias longos e nestas noites sem dormir.
Perdi-me em países distantes com calor húmido que quase não deixa respirar, e em rostos escuros e bonitos que surjem do nada e sorriem para mim.
Perdi-me em livros e em palavras, cujo sentido eu nem consigo explicar, mas que teimam em me cativar.

Perdi-me por estradas e becos, e ruelas de cidades desconhecidas onde me senti sozinha no meio da multidão, e perdi-me contente por entre toda essa gente.
Perdi-me em ondas grandes e em ondas pequenas, e em mares gelados e muito azuis, e perdi-me em pranchas grandes e largas para aprender a surfar.
Perdi-me ontem e no outro dia e ainda hoje me perco sempre que ouço essa música, e aquela outra que gosto de cantar.

Perdi-me em amizades tão boas e antigas e em conversas sem fim, e em excessos saudáveis que nos fazem descobrir-nos, e a beber um vinho aqui e um vinho ali e a perder-lhe a conta e a dizer tudo aquilo que dizemos sem pensar. E perdi-me em amizades novas e inspiradoras e que só essas não me deixam envelhecer.

Perdi-me contigo e com o teu olhar e com tudo isso que me fazes sentir e sonhar e ainda com tudo isso que tu dizes e descobres em mim, e me deixas brilhar.
Perdi-me já tanto e todos os dias em abraços e perfumes e em pessoas bonitas que passam por mim, e em pessoas menos bonitas que me cativam porque sim.
Perdi-me assim, em disparates, e em tanta outra coisa que agora não me lembro, como dançar, e flirtar, e ser eu, e não pensar.

Perdi-me e encontrei-me, e sim, gosto de me perder para me voltar a encontrar.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

E então um dia...

... as tuas mãos afagaram o meu rosto.

Muito delicadamente mas de forma segura, colocaste-as juntinho à minha cara e olhaste fundo nos meus olhos.


Fechei-os e deixei que o calor das tuas mãos conquistasse a minha alma....

AS tuas mãos afagaram o meu rosto,....exactamente do jeito que eu sonhava um dia.

(Nunca me passam despercebidas as mãos das pessoas.)


terça-feira, 28 de abril de 2009

Dias que passam

Photo by Pi
Os dias fluem, as palavras soltam-se, o tempo passa…
Envelhecemos com as horas e com as noites, que caem de mansinho
Percorremos caminhos, partilhamos saberes, dizemos estamos aqui!
Somos nós a cada instante,
Ora tristes, ora a sorrir,
Com o sol, com o vento, com um leve olhar….
Trocando segredos, mimos, palavras doces
E é tão bom!
Porque simplesmente, …
Abraçamos a vida.